Autonomia de cacos

Vago de escolta contra a noite
Encontro por uma curva o moribundo conhecido meu

Parece vivo
Louco de pedra, engraxate de fachada,
Cara de pau de pedra,
mas vivo

Resolvo aquela curva tranquilo, sem grandes dilemas
mas logo sinto uma textura de lama nos olhos

O tom de country caipira com ar refrigerado que fazia o meu nirvana
Turva e trava com o semáforo
Deixo a sauna com as seiscentas virgens e estou na fila de inseminação de um chiqueiro aguardando minha consulta
A vulgaridade cai como uma tromba d’água salobra sobre a pobreza dos meus signos de bem-estar importados

Penso que nem Willie Nelson nem o camarada têm culpa daquilo
Penso também que nessa passamos eu e minha prole suína

Contra a ofensiva do universo, só a sobrevivência coube à nossa amada escola beat
E a desgraça que paira… e quem dela trata não quer compromisso com nada

Cada caco segue bem sem o vaso
Cada caso é um caso.

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