El condor pasa …

El condor pasa sobre os Andes e abre as asas sobre nós / Na fúria das cidades grandes eu quero abrir a minha voz*

Convoco os corações jovens e rejuvenescidos para fazer peso à banda pensa de nossa História, essa senhora arredia.1 As condições objetivas não estão dadas (hehe), mas, francamente, já não precisamos delas. Eu, particularmente, pressinto a subjetividade a nosso favor. Sinto as distorções do tempo.2 Conto com o valor que foge ao cálculo e com as contribuições inoperantes das forças adormecidas na inutilidade. Tenho certo que as promessas seculares de viver a vida justa e boa3 e seus sequentes naufrágios terminaram por imprimir cansaço ao fôlego dos moleques que mal choram quando nascem ou dos adultos que choram aos garrafões por motivos estranhos. Paira certamente uma fragilidade no que tange a um modelo de conduta ético, pré-moldado de sujeito correto em sociedade. Mas isso não é de hoje, nem se deve ter apego. Não viramos burgueses sem fé com a revolução do ponteiro da hora passada. Atreyu cruzou o Pântano da tristeza – de uma história infinda – numa tarde de sessão da tarde. Allen Ginsberg deu seu uivo4,5 , eu dei meu uivo, (Carlos Gardel tá esquentando o gogó), Bob Dylan veio à Brasília e não deu um pio6 . Quero dizer que a humanidade já passou sua noite na sarjeta e que, enquanto abusavam de nossos corpos entorpecidos, deixamos cair dos bolsos ou baterem junto com nossas carteiras as figurinhas reluzentes de valores. Perdoem se incluo a todos no “deixamos”. É um sentimento de coletividade que não sei de onde trago. É um julgamento muito meu que por um instante parece geral ou certo7. Fato é que precisamos daquelas figurinhas e ponto para quem não bebeu naquela noite. Falo isso para tratar do Código Florestal (e, de tabela, da Rio +20) . E de uma questão ética que me parece por-se à mesma, mas de sobremesa.8

“Que el mundo fue y será
una porquería, ya lo sé.
En el quinientos seis
y en el dos mil, también.
Que siempre ha habido chorros,
maquiavelos y estafaos,
contentos y amargaos,
varones y dublés.
Pero que el siglo veinte
es un despliegue
de maldá insolente,
ya no hay quien lo niegue.
Vivimos revolcaos en un merengue
y en el mismo lodo
todos manoseaos. …”

(Cambalache – Enrique Santos Discépolo)

#VETADILMA – MOBILIZAÇÃO NACIONAL, 22 DE ABRIL

BRASÍLIA
Grande Ato Nacional contra o novo Código Florestal.
Às 8 horas
Ponto de encontro: Em frente ao estádio de vôlei de praia na esplanada dos ministérios, ao lado da rodoviária.

Outras cidades aqui: http://migre.me/8MOG3
Fonte: http://www.florestafazadiferenca.org.br/home/

Passemos adiante.

Abraços,

Pablo Pessoa

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