Aparte o que rompe, alguém parte

Rompe na promessa do amanhã
Pelo amontoar dos dias

Curva da lonjura
E verte a cera
Certo que voei mais que podia

Rompe na certeza do regresso
E fica

Sente que é de carne
Tateia para procurar recheio
Dá com frieza e vazio

Cai com a convicção da fruta que se pôs no inverno.

Olha para si
É isto, enfim, que te sobra
Cessa, então, de bater perna, dar braçada
Vai com o rio!

Quando alcançares o mar,
Dá meia volta.
Uma vez coberto o peito de sal,
Tornarás a sorrir.

O bom filho à vida torna.

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