Pós-post

Noutra feita, escrevi:

O bom homem sai também do que sua boca retém.

#sobre a língua nº 1

 

Quando tudo passar, lembre-me de mostrar o poema que te fiz neste dia (8/7/12).

Tentando entender (ou Kuduro)

Lembro quando me apaixonei
Já namorávamos
Você saía de uma festa
E no caminho para o carro
Despreocupada do breu e da maldade
Cobrava atenção

O assunto cá já não importa
E você aqui no meu lugar inventaria outro
O perigo logo atrás deu trégua
Porque tudo o mais também parou

Enrolada no vestido roxo e verde
Só eu sei porque caía-lhe tão bem
Esperei no provador pra ver, opinei
Quantas vezes trocamos aquela peça? Seis?
Aprendi a não cortar caminho pelas lojas

Passo em S, puxa o pé e gira
Olha pra platéia e ri
Sabe que vai ser engraçado
Braços postos para o alto
Na altura dos ombros
Cotovelos alinhados
Como descrever a cena?
Faz que limpa uma janela
Faz que desiste
Gira e abaixa os braços
Repete e acelera

Eu, mecenas louco, decidi mudar seu nome
Nem o apelido te servia
Daquele dia em diante eu te chamava Coisa Linda
E você atendia

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