O Dizeres

É um mostrar que é
É um dizer a mais
É um fazer que faz
Que eu quase me convenço.
Rapaz,
Será se a vida é isso?

Preparava um belo discurso
E não via a hora de vesti-lo
Ser aquilo que se diz
Hasta a la angústia do devir, beibe
Isto, sim, é que é um terno
Sinta esse tecido: puro brio (brio eterno de uma gente sem vivanças)

Findarei com a fala de efeito de algum filme
Monto King Kong e Godzilla sobre os ombros
Sei os nomes, sei seus rostos
Mas meu lance mesmo é com as orelhas
E, convenhamos, que, se vi mais longe
Não lhes devo nada, não é mesmo?

Percorri os quatro cantos desse mundo
Sei de tudo um pouquinho
Sei que tudo é relativo
E que os ventos do Norte não necessitam força para macerar em pó e arremessar (e rir) e arremessar ainda mais ilusões.

Preste atenção, querida
Poucos verbos viram atos
São dez dúzias de caracteres para te causar efeito
É a consquista do direito de dizer e ser ouvido
Isso é ótimo, mas é tarde e começo a perder meu ponto.

Tô fazendo a louvação, louvação, louvação
Do que deve ser louvado, ser louvado, ser louvado
Desconfio e com razão, com razão?, com razão? …
Desse imenso falatório infindo, de influência consciente e respeito imposto por abuso de autoridade.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s