O literal zumbi

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Esta cidade está tomada pelo medo. Tipos agressivos ocupam as ruas pacatas. Transpiram o gás da atmosfera sombria. Cubro-me de uma moral que não pode crer ou cobrar vassouras e ações desinfetantes. O tipo humano violento, o subumano é minha mais frustrada obra. É o tiro no pé pela culatra. É o encontro com a vida que não pode ser. A boa vida que se busca só. O erro original do ser humano ilha. Filho do holocausto, tipo incauto e armado de espora. Culpo-me pela caatinga savânica desta janela afora. Corisco, faísca e dadá. Arca escancarada de Pandora. Corsários dos sonos dos justos, demônios vestidos de toga. Balança equilibrada a próprio punho. Anjos tições caídos, meio mortos, meio vivos. Do lado de lá dos condomínios, fugidos e expurgados do convívio, Paulas Nei, Josés do Patrocínio vem a requerer meu cérebro, fazem o literal zumbi, o arquetipo urbano quilombola.

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