Sério?

“O melhor programa social que existe chama-se emprego. Ele garante dignidade ao ser humano, ao contrário de esmolas estatais, que criam uma perigosa dependência. Para gerar melhores empregos, precisamos de menos burocracia, menos gastos públicos e impostos, mais flexibilidade nas leis trabalhistas, mais concorrência de livre mercado e um sistema melhor de educação (não confundir com jogar mais dinheiro público nesse modelo atual).”

http://oglobo.globo.com/opiniao/a-defesa-da-classe-media-8517275

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Para mim, indicador de uma sociedade saudável é um quadro amplo e constrangedor de vagas de emprego ociosas. Uma constante e consequente reorientação do trabalho ensimesmado ao trabalho socialmente útil. Este nobre economista reproduz a ladainha milenar do pior interprete de Adam Smith. Ele se perde nos meios, nos PIBs, nos superávits e pouco lembra que se trata de vidas, de pessoas. Sempre se tratou.

Há que ler a micro-obra do pai do Supla “Renda Básica de Cidadania”. Claro que ninguém precisa concordar com a tese, mas eu me pergunto que mal grandioso é esse que vive entranhado na ideia da partilha da riqueza? Tem que merecer? Como assim? Quem merece o quê? Quem julga o merecimento? Deus? Por Jah!

Eu, do topo lúcido de minha ignorância, não vejo mal nenhum em se exercer o direito daquele que nasce ou se cria num determinado solo e se educa, convive e troca experiências em um lugar, constitui sua identidade coletiva, vê-se como povo… de gozar da riqueza desta terra. Aquele que possui uma parcela de terra, a empresta de seus donos (todos). Não há sujeito ilha. O bicho homem é social. Aquele que cresce, cresce sobre morros, muralhas e falésias de tantos outros.

Desculpa, E., mas como o Globo não permite comentário, acabo desabafando aqui.

Que as bolsas sociais se expandam de forma perene e se tornem cada vez mais um estorvo ao ímpeto dos produtores de riqueza no front de batalha! Talvez assim esse tipos regridam em seu afã ou se desinteressem pela carne exposta, abrindo espaço para o empreendedorismo social, para os investimentos que retornem inversões aos coletivos e berços dois quais essas mentes um dia se nutriram. Se a economia é um subsistema de um estoque limitado de base material catalisadora de riqueza, creio que temos todos um reloginho ticando em nossas cabeças uma contagem regressiva para tornarmos a vida realmente boa de se viver. Isso para mim só pode acontecer num mundo de igualdade e justiça. Quero dizer que a ponta extrema da pirâmide precisa ser achatada e tanto Eike Batista quanto a querida classe média sofreremos o “efeito esteira” de corrermos atrás de nosso bem-estar individual e vermos ele se transformar no único bem-estar possivelmente perene, sustentável ou sustentado: o bem-estar coletivo.

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